somos todos diferentes, porque cada um é único. Não existem dois seres humanos iguais.
Recife, 18.11.2008 – Paulo Bezerra
—– DIÁRIO DE BORDO
Inicio da tarde de domingo, 05 de dezembro de 2010. A voz da cantora Simone entra pela janela, sussurando melodiosamente…
”Então é Natal…o que a gente fez”…
Nem sería preciso a canção do John Lennon, para nos lembrar que se aproxima o aniversário do Salvador do mundo. Há toda uma magia no ar e no semblante das pessoas. E pensar que “Ele” nasceu em uma humilíssima manjedora, em um estábulo, cedido por favor. Nada de enxoval, nada de chá de panela do xixi, nada de parentes em volta, nada de nada. Na noite fria de Belém, só o hálito quente das alimárias para aquecê-lo…
E a voz da cantora Simone continua mais suave ainda:
“Então é Natal…a festa Cristã… do velho e do novo….
É na simplicidade do amor que Jesús nos ensinou, que poderíamos enxergar o céu. Mas como, se não temos tempo para sermos simples? Quem virá para o jantar de Natal? Que roupa devo usar? E a feira do Natal com os supermercados tão cheios, quando fazer?.. E ninguém lembra dos atos litúrgicos para homenagear o aniversariante, ocupados que estão .no delírio egóico da festa. E a canção natalina segue enchendo a calorenta tarde de domingo, de ternura e paz…
“Então bom Natal, Ano novo também…que sejam felizes”
E lembro a aparente contradição do Calvário: O Rei está preso e flagelado. O Dono da vida está morto. E ouso colocar todas as minhas esperanças neste paradoxo. Porque sei, do fundo do meu coração, que a morte é apenas aparente e porque Jesus nos preparou para a sua ausência quando da última ceia, que foi a celebração da Eucaristia. “Este é o meu corpo e este é o meu sangue. Tomai e bebei”…
Escrito por Paulo Bezerra